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Estádio do Marítimo: história dos Barreiros, no Funchal

O Estádio do Marítimo, conhecido como Barreiros ou o Caldeirão, fica no Funchal e é a casa do Club Sport Marítimo. Abriu a 5 de maio de 1957, foi palco da subida do clube ao escalão principal em 1977 e, depois de obras iniciadas em 2009, foi reinaugurado em dezembro de 2016 com uma vitória por 2–1 sobre o Benfica.

O Estádio do Marítimo em resumo

NomeEstádio do Marítimo (Estádio dos Barreiros)
ClubeClub Sport Marítimo
CidadeFunchal, Ilha da Madeira, no sítio dos Barreiros
Inauguração5 de maio de 1957 (Seleção da Madeira 5–2 Portugal B)
ArquitetoCouto Martins (1957); Pedro Araújo (reconstrução)
ApelidoCaldeirão
ReconstruçãoObras desde 2009; novo estádio assinalado a 2 de dezembro de 2016
Euro 2004Não foi um dos dez estádios do torneio
Chegar à ilhaAeroporto da Madeira (não há comboio na ilha)

Os dados deste artigo correspondem a outubro de 2026. Horários, preços e regras de acesso mudam, por isso confirma-os no canal oficial do clube ou da competição.

Como nasceu o campo dos Barreiros?

O futebol do Funchal tem um recinto nos Barreiros desde 1927, o Campo dos Barreiros, onde jogaram durante muito tempo os principais clubes da cidade. Na Madeira, como em muitas cidades pequenas, o campeonato regional e a taça regional eram dominados por três clubes do Funchal, o Marítimo, o Nacional e o União, que partilharam o mesmo relvado durante anos. A partilha gastava o campo, e a necessidade de um recinto maior e mais moderno acabou por levar à construção de um estádio novo no mesmo sítio, nos anos 1950.

O Marítimo, fundado a 20 de setembro de 1910 com as cores verde e vermelha, ganhou o Campeonato de Portugal de 1925/26 e fez dos Barreiros a sua casa. A história do clube está na página do Marítimo, e a do vizinho que também jogou nos Barreiros, na do Nacional.

Como foi inaugurado o estádio de 1957?

O estádio foi inaugurado a 5 de maio de 1957, numa cerimónia presidida pelo ministro das Obras Públicas, Arantes e Oliveira. O jogo de abertura opôs uma seleção da Madeira à seleção B de Portugal, que perdeu por 5–2 diante de mais de 12 mil pessoas, mais do que o recinto comportava: muitos adeptos viram o jogo sentados na pista de atletismo e nos telhados dos balneários. O projeto era do arquiteto Couto Martins e a obra custou cerca de 12 milhões de escudos.

Uma das razões por que o nome Barreiros ficou tão ligado ao recinto é que esse nome nunca desapareceu: mesmo quando o estádio teve outra designação oficial, os adeptos continuaram a chamar-lhe Barreiros, e hoje o nome do sítio e o nome oficial convivem.

O que aconteceu a 15 de maio de 1977?

É a data mais importante da história do estádio. A 15 de maio de 1977, o Marítimo recebeu o Olhanense na última jornada da Segunda Divisão, precisava de pontos para subir e ganhou por 4–0. Estima-se que 25 mil pessoas tenham enchido os Barreiros, com adeptos nas pistas, nas árvores e nos candeeiros e muita gente de fora do recinto. A vitória deu ao clube a subida à I Divisão e fez dele o primeiro clube insular a chegar ao escalão principal. O Governo Regional decretou feriado regional na segunda-feira seguinte.

Para perceber o peso do momento, convém lembrar que o Marítimo tinha entrado na Segunda Divisão nacional quatro anos antes, depois de anos de trabalho para competir em igualdade com os clubes do continente. A subida de 1977 abriu um percurso que, até hoje, inclui duas finais da Taça de Portugal (1994/95 e 2000/01) e duas da Taça da Liga. Para o contexto da competição, vê a história da Primeira Liga.

Que outros momentos marcaram o estádio?

A 12 de maio de 1991, o Papa João Paulo II esteve nos Barreiros durante a visita à Madeira, numa celebração ao ar livre. É um raro caso de um estádio português que acolheu uma celebração papal, e a memória mantém-se na ilha.

A seleção nacional jogou nos Barreiros algumas vezes. Em 30 de março de 1977, apenas semanas antes da subida do Marítimo, Portugal ganhou por 1–0 à Suíça em jogo particular. E em 28 de março de 2017, no estádio já reconstruído, Portugal perdeu por 2–3 com a Suécia em jogo de preparação. Para o conjunto dos jogos da seleção, consulta as internacionalizações.

Porque se chama Caldeirão?

O Caldeirão é o apelido do estádio, e a imprensa usa-o com frequência: um recinto fechado, em encosta, onde o ruído dos adeptos da casa pesa nos adversários. Na noite de 2 de dezembro de 2016, o Observador falou precisamente dessa atmosfera quando o Marítimo recebeu o Benfica: os madeirenses marcaram aos 5 minutos, por Ghazaryan, o Benfica empatou aos 27, por Nélson Semedo, e Maurício fez o 2–1 aos 69, de canto. A imprensa descreveu o ambiente como o de um caldeirão, e o resultado repetiu o 2–1 da última visita do Benfica aos Barreiros, numa eliminatória da Taça de Portugal em 2011/12.

Como se reconstruiu o estádio?

A reconstrução foi das maiores obras desportivas da Madeira. O concurso público foi ganho pela Tecnovia, por 46,5 milhões de euros; o Governo Regional da Madeira contribuiu com 31,5 milhões e o clube comprometeu-se a pagar a diferença, cerca de 15 milhões. O Governo Regional é acionista do clube, o que explica o envolvimento público numa obra de um clube profissional. Em 2009, as máquinas entraram nos Barreiros: o relvado foi realinhado e a bancada nascente foi demolida, e o clube foi jogando em casa com um estádio reduzido enquanto a obra avançava.

O projeto da reconstrução é do arquiteto madeirense Pedro Araújo. A obra concluiu-se em fases, e o novo estádio foi assinalado a 2 de dezembro de 2016, no jogo com o Benfica. O terreno é de encosta, como é comum no Funchal, e isso obrigou a soluções diferentes das de um estádio de planície. O nome oficial é hoje Estádio do Marítimo.

De quem é o estádio e quem o gere?

Ao contrário da maioria dos estádios do Euro 2004, que pertencem às câmaras, os Barreiros são propriedade do próprio clube, que financiou parte da reconstrução. É uma diferença com consequências: o Marítimo gere a bilheteira, a manutenção e as obras, e o estádio faz parte do património do clube. Por isso, quando se fala de investimento, falha ou melhoria nos Barreiros, o destinatário é o clube e não a autarquia. Para a comparação com os recintos municipais, vê o resumo dos estádios do Euro 2004.

O que se passou em Coimbra e porque interessa aos Barreiros?

Quando o Marítimo chegou a duas finais da Taça da Liga em anos seguidos, perdeu ambas contra o Benfica, em Coimbra: 2–1 em 2015 e 6–2 em 2016. As duas finais decorreram no Estádio Cidade de Coimbra, longe de casa, e mostram o quanto a viagem do continente pesa para os clubes insulares: cada jogo fora implica avião e logística própria. Os resultados completos estão na página da Taça da Liga.

Como estão os Barreiros hoje?

Em 2025/26, o Marítimo ganhou a Segunda Liga e regressou à Primeira Liga ao fim de três épocas. A subida ficou confirmada em abril de 2026, com uma vitória fora frente ao Benfica B, e o título foi celebrado a 1 de maio, depois de um 3–2 em casa ao Leixões. Os Barreiros voltam, assim, a receber os grandes do campeonato nacional.

Como chegar ao Estádio do Marítimo?

Avião. Não há comboio na Madeira, por isso a maior parte dos visitantes chega ao Aeroporto da Madeira e segue de táxi, autocarro ou carro de aluguer. As ligações aéreas de e para o continente mudam, por isso consulta as companhias.

Autocarro. Os autocarros urbanos do Funchal são operados pela Horários do Funchal. Confirma as linhas que passam perto dos Barreiros e os horários em dia de jogo.

Carro. O estádio fica no Funchal, numa zona de encostas. Em dia de jogo, chega cedo e segue as indicações do clube e das autoridades.

Bilhetes e acessibilidade

Os bilhetes vendem-se pelos canais oficiais do clube. Evita a revenda não autorizada. Os lugares adaptados e as zonas familiares variam de jogo para jogo, por isso contacta o clube antes de comprares bilhete, sobretudo se viajas com pessoas de mobilidade reduzida.

O que ver no Funchal num dia de jogo?

O Funchal combina bem com um jogo de futebol: o Mercado dos Lavradores, a zona velha com as suas ruas pintadas, o teleférico para o Monte, os jardins e o passeio junto ao mar. A ilha tem ainda as levadas, caminhos de água que atravessam a floresta, e o vinho da Madeira. Em jogos grandes, os voos e os hotéis esgotam depressa, por isso reserva com antecedência.

Erros comuns ao falar do estádio do Marítimo

  • Achar que o Barreiros foi um dos estádios do Euro 2004: não foi.
  • Confundir o campo de 1927 com o estádio inaugurado em 1957.
  • Pensar que o estádio é municipal: pertence ao clube.
  • Pensar que o Marítimo ganhou a subida de 1977 fora de casa: o jogo decisivo foi nos Barreiros, com um 4–0 ao Olhanense.
  • Dizer que as finais da Taça da Liga de 2015 e 2016 se jogaram na Madeira: foram em Coimbra.

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Responde à pergunta sobre os Barreiros e continua no quiz do portal.

Fontes

Verificado em 31/10/2026.

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