Final da Liga Europa de 2013: Benfica 1–2 Chelsea
A final da Liga Europa de 2012/13 jogou-se a 15 de maio de 2013, na Amsterdam Arena. O Chelsea venceu o Benfica por 2–1: Torres abriu o marcador aos 60 minutos, Cardozo igualou de grande penalidade aos 68 e Ivanović, de cabeça, decidiu aos 90+3. Foi a primeira final europeia do Benfica desde 1990 e a primeira de duas derrotas consecutivas na prova.
A final de 2013 em resumo
| Competição | Liga Europa 2012/13, final num único jogo |
|---|---|
| Data | 15 de maio de 2013 |
| Estádio | Amsterdam Arena, Amesterdão (Países Baixos) |
| Resultado | Benfica 1–2 Chelsea |
| Golos | Torres (Chelsea, 60′); Cardozo (Benfica, 68′, grande penalidade); Ivanović (Chelsea, 90+3′) |
| Treinadores | Jorge Jesus (Benfica) e Rafael Benítez (Chelsea) |
| Árbitro | Björn Kuipers (Países Baixos) |
Para o Benfica, foi a nona final europeia e a primeira desde 1990. Antes dela, a última final do clube em provas da UEFA tinha sido a da Taça UEFA de 1983, contada na página da final de 1983. A lista dos títulos europeus portugueses não inclui a Liga Europa entre os troféus do clube, e a página da final de 2011 conta a única final da prova ganha por um clube português, a do FC Porto.
Como foi a época do Benfica em 2012/13?
A época de 2012/13 foi de contrastes para o Benfica. No campeonato, o FC Porto ganhou o terceiro título consecutivo, de uma série que vai de 2010/11 a 2012/13, e na Taça de Portugal o Benfica perdeu a final com o Vitória SC por 2–1. A Liga Europa foi, assim, a prova em que o clube foi mais longe. A campanha mostrou um Benfica de Jorge Jesus que marcou em sete dos oito jogos da fase a eliminar.
Como funcionava a Liga Europa em 2012/13?
A Liga Europa era a antiga Taça UEFA, com o nome novo desde 2009/10. Depois de uma fase de grupos, os melhores seguiam para eliminatórias a duas mãos e a final era um jogo único num estádio escolhido pela UEFA. Havia uma particularidade: os clubes que ficavam em terceiro lugar nos grupos da Liga dos Campeões passavam para os 16-avos-de-final da Liga Europa. Foi assim que o Benfica entrou na prova, em fevereiro de 2013.
Como chegou o Benfica à final?
O Benfica de Jorge Jesus foi terceiro no Grupo G da Liga dos Campeões, com oito pontos, atrás do Barcelona e do Celtic, e passou para a Liga Europa. A partir daí eliminou quatro adversários, todos de campeonatos fortes.
| Ronda | Adversário | Resultados do Benfica | Global |
|---|---|---|---|
| Grupo G (Liga dos Campeões) | Barcelona, Celtic, Spartak de Moscovo | 3.º lugar, 8 pontos | Passou para a Liga Europa |
| 16-avos-de-final | Bayer Leverkusen (Alemanha) | 1–0 fora, 2–1 em Lisboa | 3–1 |
| Oitavos-de-final | Bordéus (França) | 1–0 em Lisboa, 3–2 fora | 4–2 |
| Quartos-de-final | Newcastle (Inglaterra) | 3–1 em Lisboa, 1–1 fora | 4–2 |
| Meias-finais | Fenerbahçe (Turquia) | 0–1 fora, 3–1 em Lisboa | 3–2 |
A meia-final foi a eliminatória mais perigosa. O Benfica perdeu por 1–0 em Istambul e precisou de ganhar por dois golos em casa; ganhou por 3–1 e passou por 3–2 no conjunto. Nos quartos-de-final tinha eliminado o Newcastle, e nos oitavos o Bordéus, depois de uma vitória por 3–2 em França.
Em oito jogos de eliminatórias, o Benfica marcou 14 golos e sofreu sete. Foi uma campanha de ataque, com quatro eliminatórias decididas por diferenças de um ou dois golos.
O Chelsea, o adversário na final, era o detentor da Liga dos Campeões e tinha entrado na Liga Europa pela mesma porta que o Benfica, depois de ter ficado em terceiro no seu grupo da Liga dos Campeões. Era treinado por Rafael Benítez.
Como decorreu a final?
O Benfica controlou a primeira hora de jogo, mas sem marcar. Rodrigo falhou duas ocasiões, uma delas depois de escorregar, Cardozo viu um golo anulado por fora de jogo e Cech, o guarda-redes do Chelsea, defendeu uma meia-volta do paraguaio por cima da barra.
O golo do Chelsea apareceu contra o curso do jogo, aos 60 minutos. Um lançamento de Cech foi desviado por Mata, e Torres rodou sobre o marcador, resistiu a Luisão, contornou o guarda-redes Artur e marcou. O Benfica reagiu depressa: um cabeceamento de Salvio bateu na mão de Azpilicueta e o árbitro Kuipers assinalou grande penalidade. Cardozo marcou-a aos 68 minutos e empatou o jogo.
O resto da partida foi equilibrado. Lampard acertou na barra já perto do fim e o jogo parecia caminhar para o prolongamento, mas Mata marcou um canto no último minuto de compensação e Ivanović, de cabeça, fez o 2–1 aos 90+3 minutos. O Benfica não teve tempo para responder.
Como se resume a final em minutos?
- 60 minutos: Torres marca e o Chelsea passa a vencer por 1–0.
- Antes dos 68 minutos: o cabeceamento de Salvio bate na mão de Azpilicueta e Kuipers assinala grande penalidade.
- 68 minutos: Cardozo marca de grande penalidade e iguala a 1–1.
- Perto do fim: Lampard acerta na barra da baliza de Artur.
- 90+3 minutos: Ivanović, de cabeça, depois de um canto de Mata, marca o 2–1.
Como se joga uma final num único jogo?
A final da Liga Europa joga-se em campo neutro e num único jogo. Se o resultado estiver igual aos 90 minutos, segue-se um prolongamento de duas partes de 15 minutos e, se continuar igual, a decisão é por grandes penalidades. Em 2013 não foi preciso: o golo de Ivanović, aos 90+3, decidiu a final dentro do tempo regulamentar. Na final seguinte, a de 2014, o jogo foi mesmo para penáltis, e o Benfica perdeu desse modo.
É também por ser um jogo único que cada erro conta mais. O Benfica dominou grande parte do jogo, mas só foi premiado com o golo de grande penalidade, e foi um golo de cabeça num canto, já no tempo de compensação, que decidiu o troféu.
Quem foram as figuras da final?
O Chelsea teve três nomes decisivos: Torres, o autor do primeiro golo; Mata, que preparou o primeiro golo e marcou o canto do segundo; e Ivanović, o defesa que cabeceou o golo da vitória e foi considerado o melhor em campo. No Benfica, o nome da noite foi Óscar Cardozo, o paraguaio que marcou o penálti da igualdade; Artur era o guarda-redes e Luisão um dos defesas centrais. O treinador era Jorge Jesus, que levou o Benfica à segunda final seguida em 2014, como conta a página da final de 2014.
O que significou a derrota?
Em 2013, o Benfica regressou a uma final europeia ao fim de 23 anos, e perdeu-a no último minuto de compensação. Nessa mesma época, o clube perdeu ainda a final da Taça de Portugal de 2012/13, com o Vitória SC, por 2–1. Os anos seguintes trouxeram a recuperação: o Benfica ganhou os campeonatos de 2013/14 a 2016/17, quatro seguidos, como conta a página da década de 2010. A final de 2013 foi, por isso, o prelúdio de um ciclo em que o clube voltou a ser campeão e jogou outra final europeia no ano seguinte.
Na história das finais perdidas, 2013 junta-se à longa lista de derrotas europeias do clube desde 1963, e o treinador Béla Guttmann aparece no centro da conhecida história sobre uma «maldição». Trata-se de uma narrativa popular, que a imprensa portuguesa voltou a evocar depois das finais de 2013 e 2014, e não de um facto desportivo.
Perguntas rápidas
Qual foi o resultado da final de 2013?
Benfica 1–2 Chelsea.
Onde se jogou?
Na Amsterdam Arena, em Amesterdão.
Quem marcou os golos?
Torres, Cardozo (grande penalidade) e Ivanović.
Em que minuto marcou Ivanović?
Aos 90+3 minutos, de cabeça.
Quem treinava o Benfica?
Jorge Jesus.
Quem foi o árbitro?
O neerlandês Björn Kuipers.
Como chegou o Benfica à Liga Europa em 2012/13?
Foi terceiro no Grupo G da Liga dos Campeões, atrás do Barcelona e do Celtic.
Erros comuns
- «O Benfica perdeu nos penáltis em 2013.» Perdeu por 2–1, com um golo aos 90+3; os penáltis foram a decisão de 2014.
- «Cardozo marcou o golo da vitória.» Marcou o do empate, de grande penalidade; o da vitória foi de Ivanović, do Chelsea.
- «A final foi em Lisboa.» Jogou-se em Amesterdão.
- «O Benfica começou a perder logo.» O Chelsea marcou aos 60 minutos, depois de o Benfica ter dominado a primeira hora.
- «A Liga Europa é uma competição nova.» É a antiga Taça UEFA, com o nome novo desde 2009/10.
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Fontes
- UEFA
- SL Benfica
- RSSSF (arquivo de resultados da Liga Europa 2012/13)
- Imprensa desportiva (reações à final)
Verificado em 31/10/2026. Dados de outubro de 2026.