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Final da Taça dos Campeões de 1968: Manchester United 4–1 Benfica

A final da Taça dos Campeões Europeus de 1967/68 jogou-se a 29 de maio de 1968, no estádio de Wembley, em Londres. O Benfica, treinado por Otto Glória, empatou 1–1 com o Manchester United de Matt Busby no tempo regulamentar, graças a um golo de Jaime Graça, mas no prolongamento Best, Kidd e Charlton marcaram e o United venceu por 4–1, tornando-se o primeiro clube inglês campeão da Europa.

A final de 1968 em resumo

CompetiçãoTaça dos Campeões Europeus 1967/68
Data29 de maio de 1968
EstádioWembley, Londres (Inglaterra)
ResultadoManchester United 4–1 Benfica, após prolongamento (1–1 aos 90 minutos)
GolosTempo regulamentar: Charlton (United, pouco depois do intervalo) e Graça (Benfica, perto dos 80 minutos). Prolongamento: Best, Kidd e Charlton (United)
TreinadoresMatt Busby (Manchester United) e Otto Glória (Benfica)
ÁrbitroConcetto Lo Bello (Itália)

Foi a terceira final europeia perdida pelo Benfica e a segunda em Wembley, o estádio onde o clube já perdera em 1963. Os encarnados chegaram a Londres como campeões portugueses de 1966/67, com Eusébio como figura, e saíram de lá derrotados por um Manchester United que jogava com a memória de Munique. A lista dos títulos europeus dos clubes portugueses não conta esta final, mas o jogo é um dos mais lembrados da história da prova.

Como chegou o Benfica à final de 1968?

O Benfica fez quatro eliminatórias para chegar a Wembley. Nenhuma foi perdida, e só uma, a de Saint-Étienne, incluiu uma derrota. O resultado mais curto foi o da primeira ronda, contra o Glentoran.

RondaAdversárioResultadosGlobal
Primeira rondaGlentoran (Irlanda do Norte)1–1 fora, 0–0 em casa1–1 (golos fora)
Segunda rondaSaint-Étienne (França)2–0 em casa, 0–1 fora2–1
Quartos-de-finalVasas (Hungria)0–0 fora, 3–0 em casa3–0
Meias-finaisJuventus (Itália)2–0 em casa, 1–0 fora3–0

Contra o Saint-Étienne, os golos de José Augusto (aos 28 minutos) e de Eusébio (aos 59, de grande penalidade) deram ao Benfica a vantagem que bastou para sobreviver à derrota por 1–0 em França. Nos quartos-de-final, depois de um 0–0 em Budapeste, a equipa ganhou por 3–0 em Lisboa, com dois golos de Eusébio e um de José Augusto Torres. A meia-final contra a Juventus foi a mais limpa: 2–0 em casa, com golos de Torres e de Eusébio, e 1–0 em Turim, com um golo de Eusébio. Eusébio marcou seis golos na prova.

O Manchester United, pelo seu lado, tinha eliminado o Hibernians, o Sarajevo, o Górnik Zabrze e, nas meias-finais, o Real Madrid, numa eliminatória que ficou em 4–3 no conjunto, depois de perder por 3–1 em Madrid e de recuperar nos minutos finais com golos de David Sadler e de Bill Foulkes.

Como foi o jogo?

A primeira parte terminou sem golos. O United marcou primeiro, pouco depois do intervalo: Bobby Charlton abriu o marcador. O Benfica não se desfez. A pouco mais de dez minutos do fim, Jaime Graça igualou, e o jogo ficou em 1–1. Nos minutos finais, Eusébio teve a oportunidade de decidir a final, mas Alex Stepney defendeu e levou a decisão para o prolongamento.

No prolongamento, o United foi superior. Nos primeiros dez minutos marcou três golos, por George Best, por Brian Kidd e por Charlton, que fez o seu segundo. O resultado final foi 4–1, e os ingleses festejaram o primeiro título europeu de um clube do seu país.

  • Depois do intervalo: Charlton marca e o United passa a vencer por 1–0.
  • Perto dos 80 minutos: Graça empata para o Benfica (1–1).
  • Fim dos 90 minutos: Stepney defende um remate de Eusébio.
  • Prolongamento: Best, Kidd e Charlton marcam, por esta ordem, e o United vence por 4–1.

Quem jogou?

O Manchester United de Matt Busby alinhou com Alex Stepney na baliza e com Shay Brennan, Bill Foulkes, Nobby Stiles, Tony Dunne, Pat Crerand, Bobby Charlton (capitão), George Best, Brian Kidd, David Sadler e John Aston. Foi uma equipa em que se juntavam os sobreviventes de Munique, como Charlton e Foulkes, e jogadores formados na casa, como Best e Kidd.

O Benfica de Otto Glória tinha Mário Coluna como capitão e Eusébio na frente, com Jaime Graça no meio-campo, autor do golo da equipa. Sobre o treinador, vale a pena ler a página de Otto Glória, e sobre o seu avançado a de Eusébio.

O contexto: o que estava em jogo?

A final de 1968 aconteceu dez anos depois do desastre aéreo de Munique, em fevereiro de 1958, em que morreram jogadores do United. Matt Busby, o treinador que sobreviveu, reconstruiu a equipa à volta de Charlton, também sobrevivente, de Best e de Kidd, e levou-a a Wembley. O troféu era, por isso, mais do que um título: era o fecho de uma década.

Para o Benfica, era a terceira final perdida entre 1963 e 1968. A equipa de Glória tinha ganho o campeonato de 1967/68, com Eusébio como melhor marcador. Em oito jogos até Wembley, a equipa marcou 9 golos e sofreu 2, uma campanha em que só perdeu uma vez, em Saint-Étienne, e em que ganhou quatro eliminatórias sem precisar de qualquer jogo de desempate.

Como foi a regra dos golos fora em 1967/68?

A prova de 1967/68 foi a das primeiras eliminatórias decididas pela regra dos golos marcados fora. O Benfica foi o primeiro clube a passar uma eliminatória por essa regra, logo na primeira ronda, contra o Glentoran, da Irlanda do Norte: 1–1 em Belfast, com golo de Eusébio aos 86 minutos, e 0–0 em Lisboa. A UEFA recorda-o ao contar o caminho da equipa até Wembley.

Para a final, a regra não contava: o jogo era único e, se estivesse empatado ao fim dos 90 minutos, havia prolongamento. Foi o que aconteceu em Londres.

O que foi o lance de Eusébio?

O momento mais lembrado do Benfica na final de 1968 chegou perto do fim dos 90 minutos, com o jogo empatado a 1–1. Eusébio ficou perto do golo da vitória, e o guarda-redes Alex Stepney fez uma defesa tardia que impediu o Benfica de ganhar no tempo regulamentar. A UEFA recorda o lance como o que levou o jogo a prolongamento. É o instante que decidiu a final: no prolongamento, o United marcou três golos e o Benfica já não regressou ao jogo.

Por isso a final de 1968 ficou como uma das mais dramáticas do Benfica. O clube tinha estado a um passo do título, com o seu melhor jogador, e perdeu-o nos 30 minutos de prolongamento. Para o Manchester United, foi a noite que fechou uma década de reconstrução depois do desastre aéreo de Munique, dez anos antes.

Quais foram as cinco finais perdidas pelo Benfica?

O Benfica jogou sete finais da Taça dos Campeões Europeus e ganhou as duas primeiras, em 1961 e 1962. As outras cinco perdeu-as: duas contra o Milan, uma contra o Inter, uma contra o Manchester United e uma contra o PSV Eindhoven. A tabela resume-as.

AnoVencedorResultado para o BenficaEstádio
1963Milan1–2Wembley, Londres
1965Inter0–1San Siro, Milão
1968Manchester United1–4 (após prolongamento)Wembley, Londres
1988PSV Eindhoven0–0 (5–6 nos penáltis)Neckarstadion, Estugarda
1990Milan0–1Prater, Viena

O que mudou depois?

O Benfica foi campeão nacional em 1967/68, com Eusébio a marcar 42 golos no campeonato, e voltou a ganhar em 1968/69, como mostra a página da década de 1960. Na Europa, a final seguinte chegou só vinte anos depois, em 1988, também perdida, desta vez nos penáltis.

Perguntas rápidas

Quantas finais da Taça dos Campeões jogou o Benfica?

Sete: ganhou as de 1961 e 1962 e perdeu as de 1963, 1965, 1968, 1988 e 1990.

Que clubes venceram o Benfica nas finais?

O Milan (1963 e 1990), o Inter (1965), o Manchester United (1968) e o PSV Eindhoven (1988).

As finais perdidas contam para os títulos europeus?

Não: a lista de títulos regista apenas as finais ganhas, as de 1961 e 1962.

Qual foi o resultado da final de 1968?

Manchester United 4–1 Benfica, após prolongamento.

Onde se jogou a final de 1968?

Em Wembley, Londres.

Quem marcou o golo do Benfica?

Jaime Graça, perto dos 80 minutos.

Quem marcou os golos do United?

Charlton (duas vezes), Best e Kidd.

Quem treinava o Benfica?

Otto Glória.

Quem treinava o United?

Matt Busby.

Quem foi o árbitro?

O italiano Concetto Lo Bello.

Quantos golos marcou Eusébio na prova?

Seis.

Que equipa foi a primeira a passar uma eliminatória pela regra dos golos fora?

O Benfica, contra o Glentoran, na primeira ronda de 1967/68.

Que clube o United eliminou nas meias-finais?

O Real Madrid, por 4–3 no conjunto.

Erros comuns

  • «O Benfica perdeu 4–1 no tempo regulamentar.» O jogo estava 1–1 aos 90 minutos; os outros três golos foram no prolongamento.
  • «O Benfica foi eliminado nos penáltis.» Foi em 1988; em 1968 decidiu-se no prolongamento.
  • «Foi a primeira final do Benfica em Wembley.» Não: a primeira foi em 1963, contra o Milan.
  • «Eusébio marcou na final.» Não: o golo do Benfica foi de Jaime Graça.

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Fontes

  • UEFA
  • RSSSF (arquivo de resultados da Taça dos Campeões Europeus)
  • Imprensa desportiva inglesa

Verificado em 31/10/2026. Dados de outubro de 2026.

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