Final da Taça dos Campeões de 1988: PSV 0–0 Benfica (6–5 nos penáltis)
A final da Taça dos Campeões Europeus de 1987/88 jogou-se a 25 de maio de 1988, no Neckarstadion, em Estugarda. O Benfica, treinado por Toni, empatou sem golos com o PSV Eindhoven de Guus Hiddink, tanto nos 90 minutos como no prolongamento, e perdeu por 6–5 nos penáltis, depois de Van Breukelen defender o remate de Veloso. Foi a quinta final europeia consecutiva perdida pelo clube.
A final de 1988 em resumo
| Competição | Taça dos Campeões Europeus 1987/88 |
|---|---|
| Data | 25 de maio de 1988 |
| Estádio | Neckarstadion, Estugarda (Alemanha) |
| Resultado | PSV Eindhoven 0–0 Benfica, após prolongamento; 6–5 nos penáltis |
| Golos | Nenhum no jogo; nos penáltis falhou apenas Veloso (Benfica) |
| Treinadores | Guus Hiddink (PSV) e Toni (Benfica) |
| Árbitro | Luigi Agnolin (Itália) |
Foi a quarta final da Taça dos Campeões que o Benfica perdeu, e a primeira desde 1968, vinte anos antes. O clube chegou a Estugarda como campeão nacional de 1986/87, com a dobradinha na bagagem, e saiu de lá sem sofrer um golo, mas também sem marcar. A lista dos títulos europeus dos clubes portugueses não contém esta final, ganha pelo PSV, mas a página do Benfica regista-a entre as finais perdidas.
Como chegou o Benfica à final de 1988?
O Benfica fez quatro eliminatórias até Estugarda e não perdeu nenhuma em casa. A primeira, com os albaneses do Partizani, teve uma particularidade: depois de um 4–0 em Lisboa, o Partizani foi desqualificado pelo comportamento dos seus jogadores, quatro dos quais foram expulsos na primeira mão, e a eliminatória foi dada como ganha pelo Benfica.
| Ronda | Adversário | Resultados | Global |
|---|---|---|---|
| Primeira ronda | Partizani Tirana (Albânia) | 4–0 em casa; o Partizani foi desqualificado | 4–0 |
| Segunda ronda | AGF Aarhus (Dinamarca) | 0–0 fora, 1–0 em casa | 1–0 |
| Quartos-de-final | Anderlecht (Bélgica) | 2–0 em casa, 0–1 fora | 2–1 |
| Meias-finais | Steaua Bucareste (Roménia) | 0–0 fora, 2–0 em casa | 2–0 |
Contra o AGF, a eliminatória foi decidida por um único golo, na segunda mão, em Lisboa, depois de um 0–0 na Dinamarca. Nos quartos-de-final, o Benfica ganhou por 2–0 em casa e perdeu por 1–0 em Bruxelas, o único golo que sofreu em toda a campanha, e a vantagem da primeira mão bastou para seguir em frente. A meia-final com o Steaua foi decidida na segunda mão: depois de um 0–0 em Bucareste, Rui Águas marcou duas vezes, ainda na primeira parte, e o Benfica chegou à final.
O PSV, por seu lado, era o campeão dos Países Baixos e tinha ganho também a Taça dos Países Baixos nessa época. Com a Taça dos Campeões, completou a tríplice coroa.
Como foi o jogo?
A final foi um jogo de poucas oportunidades. O Benfica, orientado por Toni, tinha Silvino na baliza e Rui Águas e Mats Magnusson no ataque. No prolongamento, Redouane entrou para o lugar de Magnusson. Nenhuma das equipas marcou em 120 minutos, e o jogo ficou à espera dos penáltis.
No desempate, Koeman abriu para o PSV e Elzo respondeu para o Benfica. Seguiram-se Kieft e Dito, Nielsen e Redouane, Vanenburg e Pacheco, Lerby e Mozer, todos com golo. O sexto pontapé do PSV, por Janssen, entrou, e Veloso, que tinha de marcar para manter o Benfica na final, viu Van Breukelen defender. O PSV venceu por 6–5.
- 90 minutos: 0–0.
- Prolongamento: 0–0, com Redouane a entrar para o lugar de Magnusson.
- Penáltis: 5–5 nas cinco primeiras rondas, 6–5 para o PSV com a defesa de Van Breukelen ao remate de Veloso.
Quem jogou?
O Benfica de Toni tinha como figuras Silvino, o guarda-redes, Mozer, Elzo, Pacheco, Valdo, Chiquinho, Magnusson e Rui Águas. Cinco deles, Elzo, Dito, Redouane, Pacheco e Mozer, marcaram na marca de penálti, e o sexto, Veloso, foi o que falhou. O PSV era orientado por Guus Hiddink, e os seus marcadores de penáltis foram Koeman, Kieft, Nielsen, Vanenburg, Lerby e Janssen.
Para conhecer a história do clube, a página do Benfica conta as décadas de 1980 e 1990, e a da década de 1980 resume os campeonatos e as finais europeias desse período.
O contexto: o que estava em jogo?
O Benfica chegou à final de 1988 como campeão português de 1986/87 e como finalista vencido da Taça UEFA de 1983. O PSV era o campeão dos Países Baixos. Em 1987, o FC Porto tinha ganho a prova em Viena, com Artur Jorge, como se conta na página da final de 1987, e Portugal tinha, assim, dois finalistas em duas épocas seguidas. A diferença é que o Porto ganhou e o Benfica perdeu.
O que fica da final de 1988 é, antes de mais, a imagem de Veloso, o defesa que bateu o último pontapé do Benfica, e a de Van Breukelen a defendê-lo. Foi o jogo em que a baliza do Benfica não sofreu um golo em 120 minutos e, ainda assim, não bastou.
Como foi o desempate por penáltis?
Depois de 120 minutos sem golos, a final foi decidida na marca de grande penalidade. O PSV e o Benfica marcaram os cinco primeiros pontapés de cada lado, e a decisão passou para a ronda seguinte, em morte súbita. O PSV marcou o sexto, por Anton Janssen. O Benfica tinha de responder com Veloso, e Hans van Breukelen, o guarda-redes do PSV, defendeu o remate. A tabela mostra a sequência completa.
| Ordem | PSV | Benfica | Marcador |
|---|---|---|---|
| 1 | Koeman (golo) | Elzo (golo) | 1–1 |
| 2 | Kieft (golo) | Dito (golo) | 2–2 |
| 3 | Nielsen (golo) | Redouane (golo) | 3–3 |
| 4 | Vanenburg (golo) | Pacheco (golo) | 4–4 |
| 5 | Lerby (golo) | Mozer (golo) | 5–5 |
| 6 | Janssen (golo) | Veloso (defendido por Van Breukelen) | 6–5 |
Os seis pontapés do PSV entraram todos. Dos seis do Benfica, cinco foram golo. A UEFA regista a final como uma derrota do Benfica por 6–5 nos penáltis e recorda-a como a quinta final europeia consecutiva perdida pelo clube.
Como se compara com as outras finais perdidas?
É a única das cinco finais perdidas pelo Benfica na Taça dos Campeões em que a equipa não sofreu um golo. Em 1963, 1965, 1968 e 1990 o Benfica perdeu em campo, com golos sofridos no jogo. Em Estugarda, a equipa de Toni saiu invicta do tempo regulamentar e do prolongamento e só caiu na marca de grande penalidade.
A defesa do Benfica foi, aliás, a marca da campanha: até Estugarda, a equipa só sofreu um golo, o do Anderlecht, em Bruxelas, e na final manteve a baliza a zero durante 120 minutos.
Quais foram as cinco finais perdidas pelo Benfica?
O Benfica jogou sete finais da Taça dos Campeões Europeus e ganhou as duas primeiras, em 1961 e 1962. As outras cinco perdeu-as: duas contra o Milan, uma contra o Inter, uma contra o Manchester United e uma contra o PSV Eindhoven. A tabela resume-as.
| Ano | Vencedor | Resultado para o Benfica | Estádio |
|---|---|---|---|
| 1963 | Milan | 1–2 | Wembley, Londres |
| 1965 | Inter | 0–1 | San Siro, Milão |
| 1968 | Manchester United | 1–4 (após prolongamento) | Wembley, Londres |
| 1988 | PSV Eindhoven | 0–0 (5–6 nos penáltis) | Neckarstadion, Estugarda |
| 1990 | Milan | 0–1 | Prater, Viena |
O que mudou depois?
O Benfica foi campeão nacional em 1988/89 e perdeu a final da Taça de Portugal desse ano com o Belenenses (2–1), como mostra a página da década de 1980. Na Europa, repetiu a presença na final em 1990, outra vez perdida, com o Milan. O PSV completou em 1988 a tríplice coroa de campeão neerlandês, vencedor da Taça e campeão europeu.
Perguntas rápidas
Quantas finais da Taça dos Campeões jogou o Benfica?
Sete: ganhou as de 1961 e 1962 e perdeu as de 1963, 1965, 1968, 1988 e 1990.
Que clubes venceram o Benfica nas finais?
O Milan (1963 e 1990), o Inter (1965), o Manchester United (1968) e o PSV Eindhoven (1988).
As finais perdidas contam para os títulos europeus?
Não: a lista de títulos regista apenas as finais ganhas, as de 1961 e 1962.
Qual foi o resultado da final de 1988?
PSV 0–0 Benfica, e 6–5 nos penáltis.
Onde se jogou a final de 1988?
No Neckarstadion, em Estugarda.
Quem falhou o penálti decisivo?
Veloso, do Benfica, defendido por Van Breukelen.
Quem treinava o Benfica?
Toni.
Quem treinava o PSV?
Guus Hiddink.
Quem foi o árbitro?
O italiano Luigi Agnolin.
Houve golos no jogo?
Não: 0–0 aos 90 minutos e 0–0 no prolongamento.
Quantas finais europeias seguidas tinha perdido o Benfica?
Cinco, contando a final da Taça UEFA de 1983 e esta.
Que clube eliminou o Benfica nos penáltis?
O PSV Eindhoven, de Guus Hiddink.
Que equipa o Benfica eliminou na meia-final?
O Steaua Bucareste, por 2–0 no conjunto.
Erros comuns
- «O Benfica perdeu por golos sofridos.» O jogo acabou 0–0 e a decisão foi nos penáltis.
- «Veloso marcou o penálti decisivo.» O remate de Veloso foi defendido por Van Breukelen.
- «Foi a primeira final perdida do Benfica.» A primeira foi a de 1963; a de 1988 foi a quarta na Taça dos Campeões.
- «A final foi no Prater, em Viena.» Jogou-se no Neckarstadion, em Estugarda.
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Fontes
- UEFA
- RSSSF (arquivo de resultados da Taça dos Campeões Europeus)
- Imprensa desportiva neerlandesa e portuguesa
Verificado em 31/10/2026. Dados de outubro de 2026.